Mais uma novidade no estudo do neuroblastoma. Pesquisa de um grupo internacional detectou que indivíduos com uma variação genética no cromossomo 6 são mais susceptíveis ao desenvolvimento da neoplasia – e de uma forma particularmente agressiva. Liderado por John Maris, do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, o trabalho foi publicado dia 7 de maio, na edição online do “New England Journal of Medicine”. Foram analisadas amostras de sangue de 1.032 de crianças com neuroblastoma, contra 2.043 amostras de crianças saudáveis, que constituíram o grupo de controle.
A fusão de duas novas tecnologias promete boas novidades na área de diagnóstico por imagem em oncologia. Pesquisadores da Universidade Eberhard Karls, na Alemanha, desenvolveram um aparelho multislice que combina a tomografia por emissão de posítrons (PET, na sigla em inglês) com a ressonância magnética (RMI, na sigla em inglês).
Novos estudos com as drogas surgidas nos últimos 20 anos para o tratamento contra o câncer infantil têm entusiasmado os pesquisadores da área, para conhecer as respostas desses indivíduos aos fármacos e suas toxicidades. O foco dos estudos concentra-se em pacientes refratários e que recaem após o tratamento.
A leucemia linfocítica aguda (LLA) é o câncer infantil de maior incidência, totalizando 75% dos casos. Durante muito tempo, quando não havia protocolos terapêuticos de agressividade progressiva, as recidivas extramedulares de sistema nervoso central e testículo – duas regiões principais atingidas na LLA – ocorriam com muita freqüência e interferiam nas taxas de sobrevida da doença.
Por Dr. Renato Melaragno
Desde o início dos grupos cooperativos para o tratamento do RMS muito se ganhou na terapêutica e sobrevida dos pacientes portadores desta neoplasia. Trata-se de uma doença de tratamento complexo, devido às muitas variedades, tais como: subtipos histológicos e peculiaridades próprias dos diversos locais primários.
A identificação da translocação t(2;13) é associada ao subtipo alveolar, denotando mau prognóstico. Já a translocação t(1;13) também associada ao subtipo alveolar, denota um melhor prognóstico.
O método diagnóstico por imagem PET FDG 18-CT foi eleito a invenção do ano pela revista Time, em 2000, pelo salto na inovação tecnológica proporcionado à medicina. Segundo o médico nuclear, dr. Marcus Vinícius Grigolon, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, o exame tem uma propriedade única que é dar informações anatômicas da tomografia computadorizada (CT) de alta resolução helicoidal, junto com dados metabólicos do tumor, quando se usa a glicose marcada com o flúor 18F.
Novidade na luta contra o osteossarcoma. O Children's Oncology Group concluiu a fase III do estudo clínico do L-MTP-PE, droga desenvolvida para o combate deste que é um dos tumores ósseos pediátricos mais comuns. Foi produzido um lote do medicamento que atende às especificações apontadas pelo estudo e, com isso, cumpre-se mais uma etapa para que o fabricante seja autorizado pelas agências regulatórias norte-americanas e européias a distribuir comercialmente o L-MTP-PE, de modo que ele possa ser normalmente utilizado nos tratamentos.
Em quase todas as semanas ouvimos falar sobre as novas descobertas associadas ao uso de células-tronco. No início de março, com a aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias no Congresso Nacional, em Brasília, a repercussão do tema foi ainda maior.
Células-tronco são células com capacidade de auto-regeneração e de diferenciação em outras células mais especializadas. Células-tronco já estudadas há muitos anos são hematopoiéticas, utilizadas nos transplantes de medula-óssea.